FIA {oficina de artesãs}

FIA {oficina de artesãs} nasce da vontade de repensar os laços entre mercado, artesãos, designers e consumidores.

Essa história começa com algumas provocações:
Como refletir sobre formatos de comercialização tradicionais e minimizar os custos em toda a cadeia do artesanato valorizando quem mais importa no processo: o artesão?
Como criar novos modelos de negócios para o design no Brasil e pensar outras economias?
Como garantir que o artesão receba um valor cada vez mais justo por seu fazer?
E como colocar este artesão em contato direto com o consumidor, que encontra nessa relação de confiança e apoio mútuo um produto a um preço acessível?

Muitas vezes, o artesão se desestimula a fazer novas peças por não haver venda garantida. Por outro lado, o ritmo próprio do trabalho artesanal não condiz com a produção acelerada e com a venda em enormes quantidades

O DESAFIO:

Durante oficinas ministradas na Casa da Economia Solidária pela designer Celina Hissa, diretora da marca Catarina Mina, para artesãs de Sobral (Ceará), algumas respostas foram surgindo. A Celina e os grupos de mulheres trocaram muitas ideias, desenvolveram peças e afinaram suas técnicas. O objetivo nessa etapa inicial – pensada nos moldes da economia solidária e promovida pela Prefeitura de Sobral e pelo Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano (IADH) – foi aprimorar o fazer artesanal, a forma de trabalhar em grupo e potencializar a rentabilidade do trabalho das artesãs.

Ao final das oficinas, com uma mini coleção criada e peças-piloto prontas para serem reproduzidas, veio à tona o principal desafio: como fazer com que aquelas peças, tão bonitas, feitas com tanto carinho e vontade chegassem até o consumidor final? E mais: como fazer com que as pessoas que se dedicaram ao artesanato – e que reinventaram seus processos – pudessem se sentir encorajadas, confiantes e seguras, inclusive financeiramente, com aquilo queproduziram?

A IDEIA:

Aí, a Celina expôs a ideia para a Silvana Parente, do IADH. Elas conversaram com a Lívia Salomoni, especialista em marketing e comunicação. A Lívia chamou pra perto mais pessoas. A Celina e a Silvana falaram com profissionais da Casa da Economia Solidária, em Sobral. Conversa vai, conversa vem, surgiu a ideia de entrar no Catarse, mas de uma forma diferente. Através do financiamento coletivo conseguimos 222 apoiadores e em um mês fizemos uma pré-venda de quase R$ 40.000,00 e foi assim que demos o start financeiro para a primeira coleção. Hoje, a Fia tem uma pop-up aqui no nosso site, criamos juntas uma coleção com a Neon e já fechamos parceria com a OppaDesign.

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